A doença freqüenta a humanidade com a naturalidade e obedecendo ciclos semelhantes ao vai e vem da nossa respiração.
Adoecer é considerado “natural” e esperado como um acontecimento inexorável, compartilhado por todos. Estaríamos, então, condenados a sofrer enfermidades até aquela derradeira enfermidade, através da qual nossa vida será extinta? A visão oficial, hoje compartilhada pelos leigos, é que, a não ser pelo socorro dos eleitos de jaleco branco com seu arsenal de drogas e vacinas, estaríamos sujeitos a ser aniquilados aos milhões.
Devemos, então, nos submeter aos seus tratamentos sem questionar?
Desde o advento da assim chamada medicina científica as suas curas têm se sucedido às milhares, sempre com a última versão de tratamento sendo declarada superior a anterior, com a justificativa repetida de que isso significaria que a ciência médica evolui. A idéia que as drogas e os tratamentos modernos seriam superiores aos do passado é colocada sob a perspectiva de que temos mais chance hoje do que os nossos ancestrais e que as mortes e os erros do passado em tratamentos inadequados são justificados pelas conquistas atuais, e assim será no futuro: nossos descendentes nos julgarão como ignorantes e bárbaros e horrorizados pelo que passamos. Eles respirarão aliviados e agradecidos pelas conquistas da sua ciência evoluída.
Por outro lado, apesar dessa crença da comunidade científica na medicina, também compartilhada pela população, os sucessos do passado são vistos por nós hoje como fracassos, ignorância e barbárie. Os tratamentos aceitos naquele momento não passavam de mentiras científicas bem contadas pelos médicos aos doentes desesperados.
Os médicos, como os sacerdotes de uma religião dogmática, apresentam, via de regra, suas curas como verdades incontestáveis. Eles mesmos, entretanto, correm o risco de serem banidos e processados caso não adotem o protocolo atualizado imposto pela comunidade científica. Isso os obriga a terem uma conduta padrão diante dos sintomas e exames que interpretam. Quando atuam assim, supostamente de forma científica, estão prometendo curas e garantindo que o que impõe aos corpos de seus pacientes é a única e a melhor maneira de curá-los, o que não é nem um pouco verdadeiro. Tanto é assim, que logo mais uma nova cura virá, uma nova droga substituirá aquela que a pouco era apresentada como a única opção daquele momento. As assim chamadas doenças, supostamente vencidas pela ciência, teimam em voltar e aterrorizar.
Uma solução engenhosa dos cientistas é dar novos nomes a antigas enfermidades (sintomas), declaradas resolvidas. A demência senil hoje é chamada prosaicamente de Alzheimer; a cirrose, de Hepatite C e assim fazem com centenas de outras. Outra mistificação com intenção semelhante é abranger na mesma definição sintomas que antes eram classificados como outras doenças. Por exemplo, antigamente câncer era raro porque a definição era muito mais estrita. Recentemente, certas alterações celulares, antes na categoria de benignas, foram reclassificadas de malignas. Assim, houve um aumento artificial de milhões de casos novos de câncer e, consequentemente, de tratamentos e dividendos. Também, é de se esperar que esses novos tratamentos curem mais câncer simplesmente porque seu diagnóstico somou muitos casos de tumores benignos como se fossem malignos. É somente por esse motivo que se alardeia a cura de 50 a 60% dos casos de câncer como uma conquista moderna.
Recentemente, na assim chamada gripe suína, a OMS proibiu os exames para identificar a presença do vírus. O reagente que detectaria o vírus jamais foi validado. O que torna, evidentemente, o teste inválido. Além disso, ao esquivar-se de aplicar o teste em milhares de casos, ou, até milhões de casos pelo mundo, e confiar tão somente em diagnósticos clínicos não é seguro. É muito provável que a grande maioria dos casos de gripe diagnosticados como gripe suína (pelo vírus AH1N1) simplesmente não passavam da velha e conhecida gripe sazonal.
Assim ocorre com outras doenças em que o diagnóstico é clínico e nenhum exame confiável acompanha. As estatísticas que determinam as medidas preventivas e curativas são, portanto, falsas. Daí, as decisões de vacinar mundialmente, como no caso da gripe suína, como se sua ocorrência fosse uma “pandemia”, são artificiais e colocam a população em risco submetendo-a a práticas inseguras e intempestivas. É de se esperar que, posteriormente, quando se apliquem os testes, que foram abandonados maliciosamente pela OMS, para verificar a eficiência da vacina (essa também, fora dos protocolos de segurança), se encontre que houve uma importante diminuição dos casos de gripe suína e que, portanto, ela deva ser tornada anual para “prevenir” essa suposta terrível doença. A suposta diminuição é falsa e menos ainda tem qualquer relação com a vacina, mas os espíritos já foram preparados para imaginar que a vacina os salvou de risco de morte.
Vivemos na Idade das Trevas quando se trata de nosso entendimento da saúde e da doença e somos eficientemente iludidos por aqueles que tem interesses de controle e enriquecimento com a permissão da nossa ignorância e temor infantil.